Tráfego de agentes de IA nas lojas on-line cresce 100 vezes em 45 dias
· 2 min de leitura · Redação Confi

Nesta temporada de compras de fim de ano, as marcas vão ter um tipo novo de cliente para conquistar, e ele não tem rosto nem paciência para pop-up. São os agentes de IA, assistentes que pesquisam, comparam e às vezes compram em nome de uma pessoa.
Segundo reportagem da Semafor publicada em 16 de outubro, a Cheq, empresa de cibersegurança que verifica agentes de compra, registrou um salto de 100 vezes no tráfego vindo desses agentes num intervalo de 45 dias. O aumento veio depois do lançamento de agentes de IA voltados ao consumidor, entre eles o Instinct e o Muse, da Meta.
Ainda pequeno, mas crescendo rápido
Os agentes ainda são uma fração pequena de quem compra on-line, ressalta a reportagem. O que chama atenção é o ritmo. Para Guy Tytunovich, CEO da Cheq, parte do crescimento se explica pela sequência constante de lançamentos de agentes para o consumidor.
O que a reportagem reúne sobre o momento:
- Cheq: alta de 100 vezes no tráfego de agentes em 45 dias
- Amazon e eBay: bloqueio aos agentes para manter o controle sobre seus negócios de anúncios e sobre a experiência de checkout
- Morning Consult: o comprador já é tão influenciado pela recomendação de um agente quanto pela de um influenciador
Abrir ou fechar a porta
Nem todo mundo recebe os robôs de braços abertos. A decisão de Amazon e eBay tem uma lógica fácil de entender: quando o agente vai direto ao produto, o anúncio patrocinado que aparece no meio da busca perde parte da plateia, e o checkout deixa de ser uma experiência desenhada pela loja.
Do lado do consumidor, a confiança ainda está pela metade. Ele já ouve o que o agente recomenda, mas poucos se sentem à vontade para deixar a IA finalizar a compra sozinha, segundo a Semafor. É parecido com pedir indicação de restaurante a um amigo: você aceita a sugestão, mas prefere escolher o prato.
A conclusão da reportagem é que este fim de ano será o primeiro teste real para saber quais marcas apresentam seus produtos de um jeito que os agentes considerem atraente. Na prática, ficha de produto incompleta, preço desatualizado e foto sem descrição passam a pesar duas vezes, para o cliente e para o agente que pesquisa por ele.
Fontes
- Semafor: Ecommerce confronts AI shopping agents ahead of holiday season, 16 de outubro de 2026 (em inglês)
- agentes de IA
- agentic commerce
- fim de ano
- e-commerce



