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Banco do Brasil dá autonomia aos poucos para seus agentes de IA

· 2 min de leitura · Redação Confi

Homem e mulher conversam em pé diante de um quadro branco com post-its coloridos num escritório iluminado
Imagem ilustrativa gerada por IA.

Ninguém entrega a chave do cofre a um funcionário no primeiro dia de trabalho. O Banco do Brasil está aplicando a mesma lógica aos seus agentes de inteligência artificial, sistemas que não só respondem perguntas, mas também executam tarefas. Segundo reportagem do TI Inside publicada em 19 de outubro, o banco adota uma autonomia gradual para esses agentes, com supervisão humana e regras definidas desde a concepção.

A estratégia foi apresentada por Giuliane Paulista, executiva de IA & Dados do Banco do Brasil, na quarta mesa-redonda do TI Inside Innovation Forum 2026.

Governança antes de ir para a rua

O BB afirma ter sido o primeiro banco do mundo a divulgar um conjunto de diretrizes de IA ética e responsável. O documento, disponível no site de relações com investidores, agora cobre também as aplicações agênticas. Um dos pontos é justamente que a autonomia dos agentes deve ser liberada em fases.

Se a solução não nasce com uma governança embarcada, eu não posso colocar lá na rua.

Giuliane Paulista, executiva de IA & Dados do Banco do Brasil

Os números citados na reportagem:

  • O primeiro agente autônomo divulgado pelo banco, no primeiro semestre de 2026, chegou a cerca de 90% de eficiência, segundo a executiva
  • O banco tem mais de 80 milhões de clientes

O dado de eficiência foi informado pela própria executiva e não tem verificação independente.

A conta que pouca gente vê

Outro tema da conversa foi custo. Cada interação de um agente consome tokens, a unidade de processamento cobrada pelos modelos de IA, e o gasto cresce junto com o volume de atendimentos. A executiva comparou a situação a um carro em que o velocímetro e o freio não vieram junto. Por isso, segundo a reportagem, previsibilidade econômica e instrumentos de controle passaram a fazer parte do projeto.

Ela também destacou a camada semântica, ou seja, o significado e o contexto dos dados que o agente usa para decidir. E resumiu a questão da responsabilidade numa frase curta: a IA não tem CPF. Traduzindo, quando algo dá errado, quem responde continua sendo alguém de carne e osso.

Para quem acompanha a corrida dos agentes de compra, que já pesquisam e em alguns casos pagam em nome do consumidor, a postura do BB é um bom termômetro. Um banco com dezenas de milhões de clientes prefere testar, medir e só então soltar a rédea. Faz sentido: no dinheiro dos outros, o erro custa caro e a confiança demora para voltar.

Fontes

  • agentes de IA
  • Banco do Brasil
  • governança
  • IA aplicada

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