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Lalamove cresce 32% no Rio e abre escritório para testar novo modelo

· 2 min de leitura · Redação Confi

Motorista coloca caixas de papelão numa van branca enquanto uma jovem com prancheta confere a carga na rua
Imagem ilustrativa gerada por IA.

Juntar vários pedidos numa viagem só para gastar menos com frete parece coisa óbvia, mas nem sempre fez parte da rotina das empresas menores. Segundo a Lalamove, plataforma de entregas que conecta empresas a motoristas parceiros, esse hábito está mudando, e no Rio de Janeiro a empresa cresceu acima da sua média nacional. A empresa contou a história em entrevista ao Mercado & Consumo publicada em 19 de outubro.

Os números da operação

  • Alta de 32% nos pedidos de veículos grandes, como utilitários, picapes e vans, no Rio de Janeiro em 2026
  • Na média nacional da empresa, a alta nessa categoria foi de cerca de 20%
  • Belo Horizonte e Curitiba também registraram crescimento, e Porto Alegre teve alta importante a partir do Dia das Mães
  • A empresa opera no Rio há sete anos

Os percentuais são da própria empresa, e a reportagem não informa volumes absolutos nem a base de comparação.

Com o resultado, a Lalamove abriu nesta segunda-feira, 19 de outubro, um escritório no Rio. A ideia é ficar mais perto dos clientes corporativos, ouvir o que eles têm a dizer e entender o que precisam.

A abertura do escritório no Rio também é um teste.

Helena Lizo, diretora-geral da Lalamove no Brasil

Segundo a executiva, o formato é novo e pode ser levado para outras cidades se funcionar.

Empresas médias mais organizadas

Para Helena, o crescimento tem a ver com uma mudança de comportamento. Empresas médias que antes tinham uma lojinha e não planejavam tanto os materiais e os pedidos agora estão mais organizadas. Para economizar, preferem um veículo maior e agrupam vários pedidos num único transporte.

Quem usa o serviço são lojas que abastecem estoque, buscam mercadoria ou distribuem produtos entre pontos diferentes, além de feiras, eventos, pequenas produções e negócios de brindes personalizados. A retomada dos eventos desde 2023 também ajudou a puxar a demanda, segundo a empresa. Nas cidades onde opera, a plataforma ainda faz encontros presenciais com os motoristas parceiros para ouvir sugestões.

Na prática, é a velha regra do frete: um carro cheio custa menos por item do que várias viagens pela metade. A diferença é que agora essa conta chegou também ao pequeno e médio empresário, que, segundo a executiva, hoje planeja melhor antes de chamar o motorista.

Fontes

  • logística
  • entregas
  • frete
  • Rio de Janeiro

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