Sea, dona da Shopee, planeja levar o braço financeiro Monee à bolsa
· 2 min de leitura · Redação Confi

Por trás de muito pagamento feito dentro de aplicativo de compras existe um braço financeiro que pouca gente conhece pelo nome. No caso da Sea, grupo de Singapura dono da Shopee, esse braço se chama Monee, e ele pode ganhar vida própria na bolsa.
Segundo a Reuters, em reportagem publicada em 20 de outubro, a Sea planeja abrir o capital da Monee. A informação está num memorando interno do fundador Forrest Li, enviado no dia em que o grupo completou nove anos de listagem na Bolsa de Nova York.
O que diz o memorando
De acordo com a agência, Li escreveu que a abertura de capital daria ao negócio de pagamentos e serviços financeiros recursos e espaço para ir mais longe e mais rápido do que consegue hoje. O memorando não trouxe valor da operação, bolsa escolhida nem calendário.
O que já se sabe, segundo a Reuters e a Fintech News Singapore:
- A Monee, que até maio de 2025 se chamava SeaMoney, oferece carteira digital, processamento de pagamentos, crédito e serviços bancários
- A empresa opera em oito mercados: Singapura, Indonésia, Malásia, Tailândia, Vietnã, Filipinas, Taiwan e Brasil
- A receita trimestral da Sea cresceu mais de 80 vezes desde a estreia na bolsa, em 2017, e chegou a US$ 7,8 bilhões
- O mesmo memorando anuncia a Sea Cloud, uma plataforma empresarial com foco em inteligência artificial
A Sea não respondeu de imediato ao pedido de comentário da Reuters.
Por que o Brasil entra nessa conta
O Brasil é o único mercado fora da Ásia na lista da Monee. Por aqui, a Shopee disputa o consumidor com marketplaces nacionais e estrangeiros, e o pagamento dentro do próprio aplicativo é uma das armas dessa briga. Quanto mais o cliente paga sem sair da plataforma, mais dados e mais fidelidade ficam com ela.
Um IPO costuma servir justamente para levantar dinheiro e crescer. Se a operação sair, a Monee ganha fôlego para expandir os serviços que já oferece, como pagamentos e crédito. Por enquanto, porém, é um plano registrado num memorando, sem data marcada. Vale acompanhar sem colocar a carroça na frente dos bois.
Para o varejo on-line, a notícia reforça uma tendência que já se vê há alguns anos: os grandes marketplaces querem controlar também a parte financeira da compra, do pagamento ao crédito. Quem vende nessas plataformas acaba dependendo cada vez mais das regras e das condições que elas definem no checkout.
Fontes
- Reuters (via The Star): Sea plans IPO for financial services arm Monee, memo says, 20 de outubro de 2026 (em inglês)
- Fintech News Singapore: Tech Giant Sea Eyes Monee IPO Nine Years After Its NYSE Debut, 20 de outubro de 2026 (em inglês)
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